quinta-feira, 30 de abril de 2009

Todo mundo gostou, menos eu!

Não sei se é porque assisto com certa expectativa (quando todo mundo já comentou sobre o filme...), mas o certo é que sou o único dos meus amigos que não gosto desses filmes, mas tem uma explicação lógica...


1) "Dançando no Escuro" ("Dance in the Dark"), do Lars Von Trier

Por que eu haveria de gostar de ter a Björk azucrinando a minha orelha, numa personagem cujo conflito não me soa nada, nada, nada, nada crível? Morre desgraçada!







2) "O Leitor" ("The Reader"), do Stephen Daldry
Por que eu haveria de gostar de ver a Kate Winslet (maravilhosa como sempre!) suando prá interpretar uma personagem cujo conflito não me soa nada, nada, nada, nada crível? Morre desgraçada!




3) "Abril Despedaçado", do Walter Salles

Por que eu haveria de gostar de ver imagens e história lindas, se o filme é frio e técnico até cansar?






4) "A Vida é Bela" ("La Vita è Bella"), do Roberto Chato-prá-Caralho Benigni

Por que eu haveria de gostar de ser enganado por uma película feita prá me fazer chorar a todo custo, cujo objetivo é lamber as bolas dos americanos?



Wolverine Origins - opinião adversa

Bem, eu gostei... Mas abaixo, segue uma opinião de alguém que conhece os gibis.

História que está nos gibis

Era inevitável que a bilionária cinessérie dos X-Men resultasse em uma aventura solo de Wolverine. O cinema imita os quadrinhos: desde seu surgimento nas HQs, em 1974, o invocado baixinho – bem, não tão baixinho na interpretação de Hugh Jackman (1m90cm) – é o personagem mais popular do grupo de super-heróis mutantes. A idolatria dos leitores foi recompensada em 1988, quando o velho canadense ganhou um gibi para chamar de seu. E Jackman, que soube encarnar as principais características de Logan – a fúria primitiva, o senso de humor de um bêbado rabugento, a sedução selvagem –, também fez por merecer um filme para chamar de seu.

Era inevitável que X-Men Origens: Wolverine fosse capaz de gerar, na mesma medida, as maiores expectativas e as maiores desconfianças entre os fãs. O cinema imita os quadrinhos: um charme desde as primeiras aparições do anti-herói – naquele ridículo, mas lendário colante amarelo – é seu passado misterioso. Revelados a conta-gotas, detalhes sobre, por exemplo, como Wolverine adquiriu as garras retráteis de adamantium tinham sabor de manjar dos deuses. Mas, de uns tempos para cá, esses enigmas foram tão revirados que viraram uma simples artimanha para vender mais revistas.

Era inevitável, porém, que o filme bebesse do que se fez de melhor nos gibis de Wolverine – afinal, muitos estão entre o que se fez de melhor no gênero. O cinema imita os quadrinhos: o início é tirado da bela minissérie Origem, ambientada no Canadá do século 19. A sequência no laboratório do projeto Arma X espelha a HQ homônima, com ecos de Frankenstein.

Era inevitável, também, que o arquiinimigo do personagem desse as caras, ou melhor, as garras. O cinema imita os quadrinhos: Wolverine e Dentes-de-Sabre travam um duelo que já dura duas décadas, tão fisicamente violento quanto intenso no nível psicológico (já se especulou que Victor Creed, o vilão, fosse o pai de Logan!). Aqui, há de se louvar a atuação afiada de Liev Schreiber, que escapa da caricatura, e ao próprio roteiro do filme, que explora muito bem a dualidade entre mocinho e bandido forjados na mesma cepa.

Era inevitável, infelizmente, que o longa não se resumisse a esse conflito. O cinema imita os quadrinhos: o jeito mais fácil de atrair o público é armar um quebra-pau reunindo o maior número de mutantes coadjuvantes – mesmo que isso signifique escalar personagens que não têm nada a ver com a história pregressa de Wolverine (caso de Gambit) ou que não tenham carisma (como John Wraith, cópia sem-vergonha de Noturno, dos próprios X-Men). Na ânsia de criar espaço para cenas de ação e efeitos especiais, atropela-se a coerência interna – por exemplo: se Gambit sabe que Dentes-de-Sabre é do mal, por que impede Wolverine em uma briga com o sujeito? E, tal como nas HQs, as sucessivas reviravoltas terminam por desnudar a superficialidade da trama.

Era inevitável, literalmente por fim, que Wolverine deixasse um gancho para uma nova aventura. O cinema imita os quadrinhos: a última cena, depois de todos os créditos, remete à antológica minissérie Eu, Wolverine, em que Logan se envolve com a japonesa Mariko, códigos de honra e ninjas assassinos. Snikt!

TICIANO OSÓRIO (Em "Zero Hora" de 31/04/2009)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Wolverine Origins

Eu e a Paty acabamos de voltar da sessão de pré-estréia do "Wolverine: Origins"...
Caralho! A fudê!
Tá, tem toda aquela baboseira de tentar explicar o porquê de cada coisinha (o porquê do apelido, o porquê do casaco de couro etc.)... mas o filme é muito foda! Por vários motivos:
1) O Hugh Jackman é o Wolverine perfeito! Filho da puta de merda! Ainda sabe cantar e dançar (como foi devidamente postado neste blog há algumas semanas...);
2) O Gambit aparece no filme (o Gambit era o meu favorito no desenho da TV);
3) A abertura explicativa do filme é muito bem bolada e acho até que tem uma referência ao "resgate do Soldado Ryan" (ou é viagem minha?);
4) As cenas de luta e os efeitos são ótimos!

Acho que o filme perde bastante em relação à franquia cinematográfica do X-Men ao deixar de lado a questão do preconceito, tão bem explorada pelo Bryan Singer sobretudo nos dois primeiros filmes, mas foda-se. Fui prá me divertir e consegui!
Aconselho!

PS: Nunca li nenhum dos gibis desses mutantes... Prêmio Equivocated do milênio prá mim!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Prêmio Equivocated da Semana

Na verdade, bem na verdade, é o PRÊMIO EQUIVOCATED DO ANO, quiçá da DÉCADA!!!

via papelpop.com de Phelipe Cruz em 27/04/09
stefhany

- Por que eu sou linda, absoluta e, depois de comer um franguinho dentro da piscina, pego no volante do meu Cross Fox e vou sair, vou dançar, me divertir…

stefhany4

- Vocês moram aqui, ó… No meu coração tropical!

stefhany5

- Feliz Natal para todos e família! Beijos, Sté!

stefhany6

- Ai, Gugu… O Amado Batista me faz chorar…

stefhany7

- Eu e meus amigos. Todos lindos, absolutos e Stefhanos!


PS: Obrigado, Alexandre Scapini!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Delícia Pop

Quem conhece o meu trabalho sabe que sou apaixonado pela cultura pop e não abro mão de utilizá-la em meus espetáculos como artifício de estranhamento e aproximação ao mesmo tempo (pelo menos na minha cabeça...).
Abaixo, lanço 5 referências pop, 2 do cinema e 3 do teatro, que me alimentaram nos últimos anos...

1) "Kill Bill", de Quentin Tarantino.
Prá mim é o diretor que melhor trabalha com a arte pop em seus filmes. No caso de "Kill Bill "- o díptico! - um desbunde de referências: anime, Bruce Lee, novela mexicana, HQ, western, Pai Mei, a seleção de atores cult (Daryl Hannah e David Carradine, por exemplo). Delícia total!

2) "Slumdog Millionaire", de Danny Boyle.
O cara já tinha feito "Cova Rasa" e "Trainspotting". Ponto! Agora ele vem com esse filme alegórico sobre a pobreza da Índia e recheado de referências. Dêem uma lida no artigo da Bravo que fala justamente disso, clicando aqui. O final, com a coreografia "Jai Ho" é prá aplaudir de pé!

3) "Ensaio.Hamlet", da Cia. dos Atores, com direção de Enrique Diaz.
Rosencrantz e Guildenstern são dois Power Rangers. Preciso dizer mais alguma coisa?

4) "Os Bandidos", do Uzyna Uzona, com direção do Zé Celso Martinez Corrêa
Caralho, milhares de focos de referência, desde He-Man até Sílvio Santos, passando pela crítica ao "teatrão". Sem contar a auto-irrisão de Zé Celso, que se vê ridicularizado em cena por Marcelo Drummond. Excelente!

5) "Big in Bombay", do Dorky Park (Alemanha), com direção da Constanza Macras
Quem não viu, perdeu. Tava tudo lá: Mickey Mouse e sua turma, o caos urbano, a globalização, a luta do clássico com o contemporâneo, música brega argentina, rock americano, dentre outras loucuras.

Tu já experimentou - parte 7?

Lacta - Dark & Soft

Alguém me diz se é bom...

domingo, 26 de abril de 2009

Curta "120"

Na madrugada do dia 25 de abril, fui participar de um curta-metragem em película do André Garcia, aluno do CRAV da UNISINOS. Foi muito a fudê porque estava em "cena" com dois irmãos sarcáusticos: Ricardo Zigomático e Felipe Vieira de Galisteo. Completando o elenco, Marcos Verza, que finalmente conheci, depois de anos das pessoas tentando fazer-nos apresentar.
Apesar do ótimo clima no set, tive um grande empecilho durante as filmagens: meu personagem passa todo o tempo sentado em um "cavalete de tortura", sendo espancado e traído pelos outros 3 personagens. Pois não é que este tal cavalete resolveu torturar também a mim, mero ator, que estou até agora sofrendo as agruras que o maldito objeto me fez passar. Causei pena em todos da equipe técnica e posso afirmar que, não sei se me saí bem no filme, mas que a dor era real, ah, isso era...